Família, jogos e apostas · Teresina

Meu filho joga demais. E agora?

Quando os jogos ou as apostas entram no centro da vida familiar, a preocupação é real. Você pode começar pelo diálogo e pela proteção da rotina, sem precisar rotular seu filho ou companheiro para pedir ajuda.

Meu filho viciado em jogos: o que fazer primeiro?

Escolha um momento calmo para perguntar o que ele encontra nos jogos: amigos, competição, distração ou alívio. Ouça antes de discutir limites. Observe mudanças concretas: sono, escola, alimentação, amizades, conflitos e tentativas frustradas de reduzir o tempo. Evite tomar apenas o número de horas como diagnóstico.

Com adolescentes, construam acordos possíveis sobre horários de dormir, estudos, jogos e convivência. Pausas, atividades fora da tela e dispositivos fora do quarto à noite podem ajudar. Controles parentais são ferramentas, não substitutos de conversa. Se houver sofrimento, isolamento importante ou prejuízo persistente, procure avaliação com profissionais de saúde habilitados. Veja também o cuidado com o uso de telas

Jogar muito é doença? Jogos digitais não são apostas

A CID-11 da Organização Mundial da Saúde reconhece o transtorno de jogos eletrônicos (gaming disorder): envolve dificuldade de controlar o jogo, prioridade crescente dada a ele e continuidade apesar de consequências negativas. O padrão precisa causar prejuízo significativo à vida pessoal, familiar, escolar ou profissional; em geral, é observado por pelo menos 12 meses. Nem todo jogo frequente atende a esses critérios, e esta página não faz diagnóstico.

Apostas esportivas e cassinos online envolvem risco financeiro além do tempo de tela. A OMS trata o transtorno do jogo de aposta (gambling disorder) separadamente do transtorno de jogos eletrônicos. É importante distinguir as duas situações ao procurar ajuda: limites de tempo, por si só, podem não proteger quem está perdendo dinheiro.

Meu marido gasta tudo com apostas: proteja a família

Quando alguém aposta para tentar recuperar o que perdeu, o prejuízo pode crescer rapidamente. Evite financiar novas apostas ou assumir dívidas para encobrir perdas. Priorize aluguel, comida e outras despesas essenciais, confira contas compartilhadas e busque orientação financeira ou jurídica se houver dívidas ou patrimônio em risco. Converse sobre fatos observáveis, sem humilhação, e convide a pessoa a buscar avaliação de saúde. Familiares também podem pedir apoio mesmo sem a participação de quem aposta.

Se há ameaças, violência ou risco de alguém se machucar, priorize sua segurança e procure serviços de emergência. Em emergência de saúde, ligue para o SAMU 192. Não espere por um agendamento terapêutico para lidar com risco imediato.

Vício em apostas esportivas: como parar e lidar com a fissura?

Identifique situações que precedem a aposta — notificações, partidas, estresse ou a promessa de recuperar perdas. Remova aplicativos e alertas, estabeleça barreiras para acessar dinheiro de apostas e use recursos de bloqueio ou autoexclusão quando disponíveis. Peça a alguém de confiança para ajudar a manter um plano seguro, sem entregar a essa pessoa uma responsabilidade impossível de sustentar sozinha.

A vontade intensa de apostar pode voltar; retomar apostas para cobrir prejuízos não costuma resolver a dívida. Procure avaliação em serviço de saúde para entender o padrão, condições associadas e opções de tratamento. Na rede pública, uma UBS pode orientar o acesso ao cuidado e, conforme o caso, à atenção psicossocial. Leia sobre ansiedade e formas de cuidado

Vício em jogos online: tratamento e apoio em Teresina

Um plano de cuidado pode incluir avaliação de saúde mental, abordagens psicoterapêuticas, orientação familiar e medidas práticas de proteção da rotina ou das finanças. Para adolescentes, é importante envolver responsáveis e considerar o contexto escolar e familiar sem atribuir toda a responsabilidade à criança ou ao jovem. A escolha depende de avaliação individual.

Markos Silvan oferece acolhimento terapêutico presencial em Teresina e online para trabalhar hábitos, emoções, gatilhos e próximos passos com a pessoa afetada ou seus familiares. Hipnose clínica e Neurohipnose podem favorecer atenção, regulação emocional e ensaio de escolhas mais conscientes dentro de um plano individual, integrado ao cuidado especializado quando indicado. Conheça os benefícios da hipnose clínica

Perguntas frequentes

Meu filho viciado em jogos: o que fazer?

Converse sem acusar, observe se jogos prejudicam sono, estudos, relações e outras atividades e combine limites possíveis com ele. Se há perda persistente de controle e prejuízo importante, procure avaliação de saúde. Horas de jogo, isoladamente, não confirmam transtorno.

Jogar muito é doença? O que diz a CID-11?

Não necessariamente. A CID-11 da OMS reconhece o transtorno de jogos eletrônicos quando há perda de controle, prioridade crescente aos jogos e continuidade apesar de consequências negativas, com prejuízo significativo. Em geral, o padrão é observado por pelo menos 12 meses; somente avaliação profissional pode esclarecer o caso.

Como controlar o tempo de jogo do meu filho adolescente?

Converse sobre o que ele joga e por quê; construam horários claros para sono, escola, convívio e lazer, com pausas e combinados consistentes. Controles parentais podem ajudar, mas não substituem diálogo. Se o uso provoca conflitos intensos ou prejuízo persistente, busque orientação profissional.

Meu marido gasta tudo com apostas: como ajudar?

Proteja primeiro as despesas essenciais e evite assumir dívidas ou financiar novas apostas. Converse sem humilhar, ofereça ajuda para buscar avaliação e apoio especializado e considere orientação financeira ou jurídica para proteger a família. Você também pode buscar apoio mesmo que ele ainda não aceite ajuda.

Vício em apostas esportivas: como parar?

Reconhecer perdas, limitar o acesso ao dinheiro e às plataformas, usar recursos de autoexclusão quando disponíveis e pedir apoio de pessoas de confiança podem ser primeiros passos. Um profissional de saúde pode avaliar o padrão de jogo e indicar cuidado adequado. Não tente recuperar perdas com novas apostas.

Um guia para a primeira conversa

Preparamos orientações práticas para pais e cônjuges: como abordar sem acusar, combinar próximos passos e proteger a família quando houver apostas. Leia o guia para familiares

Converse sobre o atendimento presencial ou online

Se você é pai, mãe ou familiar, não precisa esperar que a outra pessoa concorde para pedir orientação sobre como cuidar de si e buscar apoio adequado. O formulário da página inicial permite escolher atendimento em Teresina ou online. Conheça Markos e os atendimentos

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Fontes para saber mais

Markos Silvan (Markos S. Vieira)

12 anos de prática clínica no Brasil e no exterior.

Markos reúne referências de Hipnose Clássica, Ericksoniana e Neurohipnose, Psicanálise e Arquétipos Junguianos, Programação Neurolinguística, Terapia de Linha do Tempo e Terapia Renascedora. A conversa inicial orienta a integração dos recursos mais coerentes com sua história, seus objetivos e o momento que você vive.

Formação e especializações

  • Mestre em Neurociências pela University of Orlando, Flórida
  • Pós-graduado (lato sensu) em Neurociências e Comportamento Humano
  • Hipnoterapeuta
  • Mestre em Hipnose Clássica
  • Mestre em Hipnose Ericksoniana
  • Especialista em Neurohipnose
  • Psicanalista com formação em Arquétipos Junguianos
  • Terapeuta Renascedor
  • Terapeuta de Linha do Tempo
  • Head Trainer em Programação Neurolinguística

Institutos e vinculações

  • Hipnosis — Sociedad Internacional Hipnoterapia Clínica (SIHC)
  • Instituto Milton Erickson — estudos em Psicoterapia Breve e Hipnose Ericksoniana
  • Sociedade Brasileira de Hipnose — especialização em hipnose
  • Institut Français d’Hypnose — especialização em hipnose

A hipnoterapia integra as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) oferecidas no Sistema Único de Saúde (SUS). Sua presença nessa política pública reconhece a hipnose como um recurso que pode compor o cuidado em saúde no Brasil.